Quem foi Ronnie Peterson e qual a sua importância?

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Quem foi Ronnie Peterson e qual a sua importância?

Se você é um grande fã de automobilismo e acompanha a Fórmula 1, torcendo para ídolos atuais como Lewis Hamilton e acompanhou a soberania recente de Michael Schumacher, sete vezes campeão, deve conhecer também grandes nomes deste esporte.

Nikki Lauda, Juan Manuel Fangio, Emerson Fittipaldi, Jackie Stewart, Jim Clark, Alain Proust e Ayrton Senna são alguns dos nomes que vêm em mente quando se fala em ídolos do automobilismo mundial.

Mas alguns nomes também são históricos, mesmo que a maioria deles não tenha figurado no hall dos grandes campeões – muito pelo seu estilo de corrida, como por exemplo Stirling Moss, Carlos Reutemann, Gerhard Berger e Jack Ickx.

Entre eles está Ronnie Peterson, um dos maiores nomes da Fórmula 1 mundial, que graças ao seu estilo único de pilotagem e ao seu carisma “frio” fizeram história. Conheça neste artigo a importância de Ronnie Peterson para o automobilismo.

Quem é Ronnie Peterson?

 

Bengt Ronald Peterson foi um piloto suíço de Fórmula 1, nascido na cidade de Örebro em 1944.

Desde jovem Peterson se dedicou ao esporte e desenvolvendo a sua habilidade e estilo de pilotagem nos primórdios do que viria a ser a sua marca registrada em várias fotos que retratavam o piloto: o dift.

O estilo, claro, não foi inventado por Peterson, mas foi ele quem levou-o à Fórmula 1, inclusive muitas de suas fotos retratam a sua Lotus ou March deslizando de lado em curvas.

Arrojado e hábil, Peterson ganhou o apelido de “sueco voador” por seu estilo de pilotagem que entrava em contraste com a sua aparência tímida e delicada, o que levou muitas pessoas a acharem que o piloto era “frio”.

Kart e Fórmula Dois

O seu início, meteórico, por assim dizer se deu com um kart construído pelo seu pai. Já nesta época o jovem Peterson desenvolvia suas técnicas de pilotagem arrojadas e dinâmicas, o que fez com que rapidamente ele saísse das categorias de base.

Na Fórmula 3, competindo pela equipe Svebe, disputava corridas com o compatriota Reine Wisell que empolgavam aos espectadores, tamanha era a disputa entre ambos, que se seguiu até a Fórmula 2, onde permaneceu até chegar à Fórmula 1 em 1970.

Nesta época, da Fórmula 2, conheceu o então amigo, Emerson Fittipaldi.

Na Fórmula 1

Em 1970, pela March-Ford, o piloto fez a sua estreia na categoria principal do automobilismo no GP de Mônaco onde chegou em sétimo lugar – já ali o piloto de então 26 anos mostrava a que veio.

Em 1971 obteve o segundo lugar no pódio 4 vezes, nos GPs de Mônaco, Inglaterra, Itália e Canadá e uma terceira posição no GP dos Estados Unidos, o que lhe garantiu a segunda posição na classificação geral de pilotos.

Em 1972, ainda correndo pela March-Ford, Peterson não teve um bom ano, conseguindo apenas um pódio em terceira colocação no GP da Alemanha, ficando em nono na classificação geral.

Em 1973, ele assina contrato com a Lotus e seria então parceiro de Emerson Fittipaldi, correndo na lendária Lotus preta.

Neste ano ele subiu ao pódio 7 vezes, sendo que 4 vezes delas em primeiro lugar (nos GPs da França, Áustria Itália e Estados Unidos), 2 vezes em segundo lugar (GPs da Suécia e da Inglaterra) e 1 vez em terceiro (em Mônaco).

Terminou em terceiro na classificação geral atrás do companheiro de equipe Emerson Fittipaldi.

Em 74, terminaria na classificação geral na quinta posição tendo subido ao pódio 4 vezes, sendo que três delas em primeiro lugar e uma vez em terceiro.

No ano seguinte, obteve um desempenho fraco, muito em parte por culpa do carro Lotus 76, que o obrigou a abandonar a corrida 6 vezes naquela temporada, mas ainda assim em 1975, terminou em 4º lugar no ranking de pilotos.

Já na temporada seguinte correndo pela March, conseguiu um desempenho bem abaixo da média, ficando em décimo primeiro lugar na classificação geral de pilotos num ano dominado pelas disputas entre Nikki Lauda e James Hunt.

Ainda assim naquele ano venceu o GP da Itália de 1976.

Em 1977, correndo pela equipe Tyrrell, que possuía o bizarro modelo P34 de 6 rodas (que não escondia a atual decadência) o piloto conseguiu a pior de suas atuações por temporada, tendo abandonado a corrida 10 vezes.

Conseguindo apenas 7 pontos naquele ano, Peterson subiu ao pódio em terceiro lugar apenas uma vez – o que provavelmente fez com que o piloto voltasse a assinar com a Lotus para a temporada de 1978.

A equipe que entregara o aerodinâmico carro asa deu boas vitórias naquele ano para o piloto que subiu sete vezes ao pódio, sendo vice do campeonato.

Naquele ano não lhe foi permitido disputar o primeiro lugar por questões contratuais, beneficiando o então piloto titular, Mario Andretti, o que fez com que Peterson negociasse com a McLaren para a temporada seguinte.

O que efetivamente não aconteceu, em decorrência de sua morte antes do fim da temporada, no GP da Itália – graças a substituição do carro titular por danos nos treinos, o que o levou a usar na corrida um carro reserva.

 

Morte e Importância

No GP da Itália de 1978 era inaugurado o semáforo em substituição à bandeira de largada nas cores da bandeira do país sede da corrida.

O problema é que, antes de se iniciar as corridas, todo carro de Fórmula 1 dá uma volta em todo o circuito para aquecer os pneus e logo em seguida se posiciona em seu grid de largada para aguardar o sinal de partida.

No momento de estrear o equipamento novo, o diretor da prova, Gianni Restelli cometeu um acidente ao acionar o sinal verde antes que todos os pilotos tivessem parado.

O que aconteceu foi que, como os pilotos que estavam em último no grid vinham em maior velocidade, todos eles se encontraram no ponto da reta que se estreitava, e acabaram se chocando.

Ronnie Peterson, que estava pilotando o carro reserva da Lotus (um modelo mais antigo) largava um pouco mais a frente em quinto.

O acidente arremessou Peterson para fora da pista, fazendo com que ele se chocasse violentamente com o guard-rail.

A gravidade de seu acidente foi tamanha que no momento do pronto-socorro o procedimento de emergência adotado teve que ser a amputação do seu pé – o que infelizmente não adiantou muito.

No dia 11 de setembro de 1978, Ronnie Peterson morria aos 34 anos de embolia, provocada pelas múltiplas lesões e fraturas.

A partir deste acidente um profissional sinaliza com uma bandeira se todos os carros que estão no grid estão parados para que assim possa ser dada a largada.

A importância de Ronnie Peterson para a Fórmula-1 está no potencial que ele demonstrou em saber se adequar aos mais diferentes modelos de carros para obter os melhores resultados.

E embora não tenha sido campeão nenhuma vez, Ronnie provou que sempre teve a capacidade ser um e é lembrado ainda hoje.

 

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